Fraternidade de Jesus

História

 

 

 

A Fraternidade de Jesus surgiu em 1972 com o co-involvimento de algumas pessoas com o ideal de vida de um jovem sacerdote, padre Tarcisio Bevenuti, atual abade maior. Ele desejava iniciar uma experiência de comunidade que buscasse viver o Evangelho de forma radical, enfrentando os desafios e contradições do mundo contemporâneo.

Iniciada após o Concílio Vaticano II, a Fraternidade absorveu suas formidáveis solicitações, tais como: um sólido radicamento na Palavra de Deus e uma vida real de comunhão fraterna e eclesial.

A leitura assídua da Sagrada Escritura, em particular do Novo Testamento, leva ao descobrimento da "Palavra Sigura", que é verdadeiramente a rocha sobre a qual é edificada a vida e a história da Fraternidade de Jesus: "Esta é uma palavra segura, digna de ser acolhida por todos. Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o primeiro." (1 TM 1, 15)

A vida espiritual da Fraternidade de Jesus é reforçada com a afinidade e a admiração espiritual pela vida de alguns santos do século XX. Além dessas fortes experiências espirituais, a Fraternidade abserva a intrigante "inutilidade" dos trinta anos de anonimato de Jesus em Nazaré. A comunidade possui como estrutura viva a Nova Aliança, uma teologia bíblica clara, verdadeiramente evangélica e mística, e a necessidade de um monaquismo que corresponda às exigências do nosso tempo.

A Fraternidade está descobrindo e caminhando ao encontro do chamado de Deus à - "conversatio" -  conversão monástica. Isto é, cada membro da comunidade é convidado a se responsabilizar por sua conversão pessoal, para estar sempre mais em comunhão com Deus. Nesse sentido, a vida na Família Monástica é como uma escola. São Bento definia a vida no mosteiro como "uma escola de serviço divino" (RB 4, 21), enquanto São Bernardo de Claraval a definia como "uma escola de caridade". Assim, a Família Monástica Fraternidade de Jesus vive o próprio ideal monástico, seguindo a Regra de São Bento, a Carta Caritatis (da tradição Cisterciense) e sua própria constituição.

Em 1979 a comunidade recebeu aprovação canônica,  confirmando sua unidade com a Igreja.